Hoje, a liberdade chegou.
Eu, fluido viscoso saindo da caixinha,
Deixo hoje a gravidade escorrer-me com as arestas.
De pouco em pouco tomo a forma do chão gentil
que não exige fundura.
E posso esticar numa ambição de lonjura
E finiiinho ganhar a forma de todo meu horizonte
E depois dispersar
,
,
,
Em pedacinhos de nada,
Evaporar,
virar vento,
nuvem.
Ou nem pedacinho,
nem nada,
Por hoje só dispersar.
Porque hoje, a liberdade chegou.
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